
Se “Gabriela” não emplacou a culpa não foi de Juliana. A atriz honrou o papel da moça ingênua do interior que exala sensualidade. Sem falar que a morena já mostrou em outros papéis que é muito mais que um rostinho bonito na TV.
Em tempos de webcam e sex tape, a sensualidade não vende mais como antes. Estão aí os números da “Playboy” que não me deixam mentir. Talvez, por isso, a antológica cena do telhado não tenha alcançado a repercussão de outrora. Até o nu, tão comentando em "O Astro", não teve o mesmo estardalhaço.
Já o público fiel às novelas, em geral senhoras que assistiram a primeira versão, não evitou comparações com a produção exibida em 1975. Ao perceber isso, a direção – ou o autor – optou por esconder a protagonista. Só que Gabriela era a alma da história. Tanto que dá nome à obra de Jorge Amado.
O avanço tecnológico das últimas décadas e know-how da Globo em novelas engrandeceu o projeto. Vide a lindíssima fotografia apresentada nos primeiros capítulos. O capricho da direção com as sequências do Bataclan - seu sucesso entre os telespectadores - é uma prova de que uma novela é feita de detalhes.

Apesar de uma trama bem costurada, com um elenco coeso e boas surpresas, o projeto assinado por Walcyr Carrasco não emocionou. Foi correto, apenas.
por WALLACE CARVALHO
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